A religião no contexto da pandemia de coronavírus em Moçambique
desafios e oportunidades
DOI:
https://doi.org/10.70778/vvhex296Palavras-chave:
Coronavírus, desafios, oportunidades, religiãoResumo
O presente artigo analisa o papel da religião no contexto da pandemia de COVID-19 em Moçambique, procurando mapear seus desafios e oportunidades. Com recurso à revisão de literatura e observações no terreno realizadas por informantes, argumenta-se que a pandemia de COVID-19, por um lado, criou limitações importantes no exercício das actividades religiosas devido ao encerramento dos espaços de cultos colectivos gerando, para algumas instituições religiosas, problemas de ordem financeira devido a interrupção da colecta de dízimos, e, por outro, abriu oportunidades para o seu envolvimento em acções de solidariedade na procura de minimizar o impacto de COVID-19 na sociedade moçambicana. Conclui-se que, por um lado, os grandes desafios que a religião pode impor à sociedade neste período de pandemia se situam na primazia da prosperidade, material baseada em “falsas profecias” pregadas por algumas igrejas pentecostais e na possibilidade de se gerar atitudes e comportamentos de fanatismo religioso através de discursos religiosos que colam a causa da pandemia ao pecado; e, por outro, que maior parte dos rituais praticados nos locais de cultos em Moçambique e em várias partes do mundo, tais como a transe, o sermão, o canto, a hóstia e comunhão, as recitações em voz alta assim como as condições dos edifícios onde ocorrem os cultos tornam as instituições religiosas um dos grandes propagadores do vírus causador de COVID-19.
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O presente artigo analisa o papel da religião no contexto da pandemia de COVID-19 em Moçambique, procurando mapear seus desafios e oportunidades. Com recurso à revisão de literatura e observações no terreno realizadas por informantes, argumenta-se que a pandemia de COVID-19, por um lado, criou limitações importantes no exercício das actividades religiosas devido ao encerramento dos espaços de cultos colectivos gerando, para algumas instituições religiosas, problemas de ordem financeira devido a interrupção da colecta de dízimos, e, por outro, abriu oportunidades para o seu envolvimento em acções de solidariedade na procura de minimizar o impacto de COVID-19 na sociedade moçambicana. Conclui-se que, por um lado, os grandes desafios que a religião pode impor à sociedade neste período de pandemia se situam na primazia da prosperidade, material baseada em “falsas profecias” pregadas por algumas igrejas pentecostais e na possibilidade de se gerar atitudes e comportamentos de fanatismo religioso através de discursos religiosos que colam a causa da pandemia ao pecado; e, por outro, que maior parte dos rituais praticados nos locais de cultos em Moçambique e em várias partes do mundo, tais como a transe, o sermão, o canto, a hóstia e comunhão, as recitações em voz alta assim como as condições dos edifícios onde ocorrem os cultos tornam as instituições religiosas um dos grandes propagadores do vírus causador de COVID-19.
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Direitos de Autor (c) 2021 Revista Científica da Universidade Eduardo Mondlane, Série: Ciências Biomédica e Saúde Pública

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