Xjoroxjina de Fany Mpfumo um estudo musicológico do estrato vocal

Conteúdo do artigo principal

Micas Orlando Silambo

Resumo

O conhecimento das estruturas musicais utilizadas por pessoas moçambicanas passa por uma investigação das suas criações artísticas. Este artigo busca caracterizar os elementos estruturais do estracto (parte) vocal da música Xjoroxjina do compositor moçambicano Fany Mpfumo. De entre esses elementos destaco: a forma musical, a densidade de ataque, a densidade do desenho, a extensão vocal, a movimentação intervalares e a cadência. As bases teóricas da pesquisa são exploradas do campo da Musicologia, ciência de estudo de música do planeta mundo. Os procedimentos metodológicos incluem dados de pesquisas documental, bibliográfica e artística, analisados por meio de uma comparação de efeitos sonoros. Os resultados da investigação demonstram que Fany Mpfumo trabalha com vários parâmetros musicais para equilibrar os níveis de energia ou relaxamento da acção sonora da música percebida no ouvido. Este equilíbrio de parâmetros rege, simultânea e naturalmente, a pessoa a dançar e a reflectir sobre a música Xjoroxjina.

Downloads

Download data is not yet available.

Detalhes do artigo

Secção

Artigos

Como Citar

Xjoroxjina de Fany Mpfumo: um estudo musicológico do estrato vocal. (2026). Revista Científica Da Universidade Eduardo Mondlane, Série: Letras E Ciências Sociais, 6(1). https://doi.org/10.70778/twgpex81

Referências

Assis, P. de. (2018). Logic of Experimentation: Rethinking Music Performance through Artistic Research. Leuven: Leuven University Press.

Assumpção, S. E. M. (2007). Ascendência retórica das formas musicais. 2007. 141 f. Dissertação (Mestrado em Música), Departamento de Música da Escola de Comunicações e Artes, Universidade de São Paulo, São Paulo.

Berliner, P. (1978). The soul of mbira: music and traditions of the Shona people of Zimbabwe. Berkeley: University of California Press.

Carvalho, C. (2012). Musescore ferramenta cognitiva para aquisição e mobilização de conceitos musicais no 1° ciclo do ensino básico. Viena Do Castelo. Dissertação (Mestrado)- instituto politécnico de Viena do Castelo.

Castagna, P. (2008). A Musicologia enquanto método científico. Revista do Conservatório de Música da UFPel, Pelotas, n. 1, p. 7-31.

Chimènes, M. (2007). Musicologia e história. Fronteira ou "terra de ninguém" entre duas disciplinas? Revista de História, Universidade de São Paulo São Paulo, Brasil, n. 157, p. 15-29.

Cuervo, L. (2009). Musicalidade na performance com a Flauta Doce. 2009. 154 f. Dissertação (Mestrado em Educação), Programa de Pós-graduação em Educação, Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Faculdade de Educação, Porto Alegre.

De Mattos, F. L. (2006). Análise Musical: Apostila. Porto Alegre: UFRGS.

Gil, A. C. (2002) Como elaborar projetos de pesquisa. 4 ed. São Paulo: Atlas.

Guest, I. (2009). Harmonia: Método prático. São Paulo: Irmãos Vitale.

Kostka, S. & Dorothy, P. (2015). Harmonia Tonal: com uma Introdução a música do Século XX. New York: Mcgraw Hill. 6ª edição. Traduzido e Editado a partir da 6º edição por Hugo L. Ribeiro e Jamary Oliveira.

Kubik, G. (1985). African Tone Systems. Yearbook for tradicional music, v. 17, p. 31-63.

Martins, L M. (2003). Performances da oralitura: corpo, lugar da memória. Programa de Pós-graduação em Letras. Santa Maria, V. 25, p. 55-71. Disponível em: https://doi.org/10.5902/217614851188. Acesso em: 12 Abril 2020.

Med, B. (1996). Teoria de Música. 4. ed. Brasília: Musimed.

Ndzevo, Ernesto. (comunicação oral, 24 de Novembro de 2021).

Nogueira, I. (org.). (2017). Teoria e Análise Musical: Em perspectiva didáctica. New York. (S.N)..

Nzewi, M. (2007). A Contemporary Study of Musical Arts Informed by African Indigenous Knowledge Systems. Vol. 1. Pretoria: Ciimda series. 171 p.

Grout, D. J.& Palisca, C. V. (1997). História da Música Ocidental. Lisboa: Gradiva.

Parncutt, R. (2012). Musicologia Sistemática: a história e o futuro do ensino acadêmico musical no ocidente. Em Pauta, Porto Alegre, v. 20, n. 34/35, 145-185.

Portelli, A. (1997). O que faz a história oral diferente. Tradução de Maria Theresinha Janine Ribeiro. Proj. História, São Paulo, v. 14.

Prista, A (Org.); CUCHE, T (Coord.). (2018). Songbook Fany Mpfumo. Maputo: Khuzula. 1ª Edição, 113 p.

Silambo, M. O. (2022). NYOXANINI DE FANY MPFUMO: meditação sobre um estilo musical moçambicano. In Revista Científica da UEM (RC-UEM), v.3, pp. 85-110.

Sopa, A. (2014). A Alegria é uma Coisa Rara – Subsídios para a história de música popular Urbana em Lorenço Marques (1920-1975). Maputo: Marimbique.

Souza, R. S. (2013). Técnicas expandidas e processos de aprendizagem no repertório contemporâneo para violão solo: estudo multicaso no Bacharelado em Instrumento da UFBA. 154 f. Dissertação (Mestrado em Música). Programa de Pós-graduação em Música, Escola de Música da Universidade Federal da Bahia, Salvador.

Tarchini, G. (2004). Análisis Musical: Sintaxis, Semántica y Percepcion. Buenos Aires: Mayo.

Wa T ’O, N. (1986). Decolonising the Mind. London, Portsmouth, Nairobi, Harare: James Curry (London), EAEP (Nairobi), Heinemann (Portsmouth), Zimbabwe Publishing House (Harare).

Artigos mais lidos do(s) mesmo(s) autor(es)