http://revistacientifica.uem.mz/revista/index.php/lcs/issue/feed Revista Científica da UEM: Série Letras e Ciências Sociais 2021-12-30T10:32:25+01:00 Aidate Mussagy rc.uem@uem.ac.mz Open Journal Systems <p>A Série Letras e Ciências Sociais é uma série de publicação da Revista Científica da UEM (RC-UEM), publicada pela Unidade Editorial da Revista Científica da Universidade Eduardo Mondlane. É de <em>Acesso Livre, </em>bianual e tem como principal objectivo difundir os resultados das actividades científicas realizadas por docentes e investigadores da Universidade Eduardo Mondlane (UEM) e de outras instituições de ensino superior e de investigação na área das Letras e Ciências Sociais<strong>.<br />ISSN: 2307-3918<br /></strong></p> http://revistacientifica.uem.mz/revista/index.php/lcs/article/view/165 VELARIZAÇÃO DA NASAL EM CHANGANA: uma Evidência do Princípio de Contorno Obrigatório no Bantu 2021-12-29T17:16:23+01:00 Armindo Ngunga ngunga@uem.mz Célia Adriano Cossa cliacossa@gmail.com 2021-12-30T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2021 Revista Científica da UEM: Série Letras e Ciências Sociais http://revistacientifica.uem.mz/revista/index.php/lcs/article/view/166 JOGOS DA COMUNIDADE NA LITERACIA INICIAL NO ENSINO BILINGUE: PARA UMA ABORDAGEM DIDÁCTICO-METODOLÓGICA INOVADORA EM MOÇAMBIQUE 2021-12-29T17:29:09+01:00 Carlos Manuel carlos.manuem@uem.mz <p>O trabalho discute o potencial que jogos de base comunitária poderão ter na literacia inicial no ensino bilingue em Moçambique. Considerando que, no país, o ensino da literacia vem sendo feito com pressupostos teóricos baseados em aspectos linguísticos e culturais de línguas europeias diferentes das línguas Bantu (Mwansa 2017) e com pouca inovação nos materiais didácticos (Benson, 2001), este trabalho tem por objectivo explorar nos jogos de base comunitária aspectos linguísticos das línguas Bantu que podem ser usados em actividades de desenvolvimento da literacia, com destaque para a consciência fonémica e fonológica e para o processamento morfológico. Mwansa (2017) reconhece que o ensino da literacia inicial em línguas maternas (L1) em África tem sido pouco eficiente por se socorrer de actividades baseadas em traços de línguas estrangeiras em detrimento de propriedades intrinsecas às L1s em estudo, bem como dos respectivos contextos sócio-culturais e económicos onde o ensino decorre. É assim que, de forma exploratória e num estudo principalmente documental, este trabalho propõe o uso de alguns jogos linguísticos tradicionais da comunidade Emakhuwa para o desenvolvimento da literacia inicial no ensino bilingue. Esta abordagem pretende trazer um novo paradigma didáctico-metodológico na iniciação à literacia, num processo em que se pretende que haja continuidade entre o processo educacional e/ou de socialização havido na comunidade e aquele que a criança encontrará nos primeiros anos de escolaridade. Espera-se, também, que a abordagem possa trazer maior eficiência no processo de ensino da literacia, uma vez que este estará baseado em actividades sustentadas por e em estruturas, propriedades e contextos sócio-culturais das línguas em estudo.</p> 2021-12-30T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2021 Revista Científica da UEM: Série Letras e Ciências Sociais http://revistacientifica.uem.mz/revista/index.php/lcs/article/view/167 CONCORDÂNCIA VERBAL NA INVERSÃO LOCATIVA NA LÍNGUA RONGA 2021-12-29T17:37:15+01:00 Ernesto Dimande dimande40@gmail.com <p>Este artigo discute a concordância verbal nas construções de inversão locativa na língua ronga, uma língua bantu falada na zona sul de Moçambique, concretamente na Cidade e Província de Maputo. Com a análise desta temática pretende-se, à luz da Linguística Descritica Comparada e, em termos gerais, analisar os aspectos morfosintácticos da locativização morfológica nesta língua. Especificamente, visa identificar as marcas de concordância verbal usadas na inversão locativa, em sujeitos gramaticais simples e complexo. De uma forma sucinta, os dados recolhidos através de um questionário estruturado sugerem que na inversão locativa, independetemente da classe nominal do locativo e da natureza estrutural do sujeito, a marca de concordância verbal é <em>ku-</em> (cl.17).</p> 2021-12-30T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2021 Revista Científica da UEM: Série Letras e Ciências Sociais http://revistacientifica.uem.mz/revista/index.php/lcs/article/view/168 ANÁLISE COMPARATIVA DAS ESTRATÉGIAS DE MARCAÇÃO DE TÓPICO EM PORTUGUÊS E EM CINYANJA 2021-12-29T17:45:16+01:00 Geraldo Macalane macalane@gmail.com <p>A gramática universal apresenta princípios e parâmetros que caracterizam as línguas naturais existentes no mundo. Os princípios são universais, enquanto os parâmetros representam as diferentes formas pelas quais as línguas actualizam os princípios. A presente pesquisa descreve de forma comparativa as estratégias de topicalização em Português e em Cinyanja, tendo por objectivos (1) analisar os mecanismos empregues por ambas as línguas para marcar o tópico e (2) explicar as diferenças com base em teorias gramaticais. Relativamente à abordagem, o estudo é qualitativo, integrando a introspecção e fenomenologia como métodos de procedimento. O primeiro consistiu no uso do conhecimento prévio do autor, enquanto falante do Português e do Cinyanja e o último baseou-se na observação da forma como a língua funciona em contexto natural. A técnica de tratamento de dados foi a análise de conteúdo. A partir do estudo, concluiu-se que o tópico pendente e a deslocação à esquerda de tópico pendente ocorrem tanto em Português como em Cinyanja; a deslocação à esquerda clítica é comum em Português, realizando-se com restrições em Cinyanja; a topicalização, que constitui uma estratégia básica em Português, em Cinyanja só é permitida em verbos que requerem a cliticização obrigatória; a topicalização selvagem não ocorre em Cinyanja, enquanto em Português está restrita a contextos em que a supressão de preposição não tem significado semântico; por fim, o Português e o Cinyanja parecem ser línguas de proeminência de tópico e de sujeito.&nbsp;</p> 2021-12-30T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2021 Revista Científica da UEM: Série Letras e Ciências Sociais http://revistacientifica.uem.mz/revista/index.php/lcs/article/view/169 FONOLOGIA SEGMENTAL EM CITSHWA 2021-12-29T17:52:49+01:00 Lucerio Gundane luceriogundane@yahoo.com.br <p>A partir de Chomsky e Halle (1968), o estudo descreve a fonologia segmental de Citshwa (S51). São descritos os processos fonológicos que envolvem as consoantes e as vogais de Citshwa, seus constrangimentos fonológicos e as estratégias para a resolução de hiatos. As consoantes são descritas a partir do seu ponto e modo de articulação no quadro dos traços distintivos e são apresentados os contextos da sua modificação. Sendo descritivo e qualitativo quanto à abordagem de análise, o estudo recorreu à pesquisa documental, ao questionário e à entrevista semi-estruturada para recolha de dados. O trabalho de campo decorreu na cidade de Maxixe de 2014 a 2015. Do universo de 300 informantes, seleccionou-se uma amostra de 70 falantes de Citshwa, usando-se variáveis como idade, sexo, nível escolar e língua materna. A população-alvo foi constituída por estudantes, docentes de línguas, líderes comunitários, pastores das Igrejas Evangélicas e professores do ensino bilingue. Durante a transcrição fonética, foram usados os símbolos do Alfabeto Fonético Internacional (AFI) e da sua adaptação pela Sociedade Internacional de Linguística (SIL). Assim, analisados os dados, o estudo mostra que as 5 vogais de Citshwa têm uma distribuição específica dentro das características morfológicas. São comuns vogais longas, apesar de ser um alongamento fonético. A língua recorre à semivocalização, à fusão e à elisão com vista à resolução de hiatos. As vogais das duas extensões estudadas, a aplicativa e a causativa se distribuem morfologicamente, visto que a sua ocorrência não depende da qualidade da vogal do radical. As consoantes, aqui descritas a partir dos traços distintivos, sofrem modificações como: aspiração, labialização, velarização, pré-nasalização e africatização.</p> 2021-12-30T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2021 Revista Científica da UEM: Série Letras e Ciências Sociais http://revistacientifica.uem.mz/revista/index.php/lcs/article/view/170 A TRADUÇÃO DE PROVÉRBIOS E EXPRESSÕES IDIOMÁTICAS XICHANGANA 2021-12-29T17:58:46+01:00 Teresa Manjate manjatet@gmail.com <p>Em muitas antologias paremiográficas e de idiomatismos de Moçambique, encontram-se traduções das línguas bantu para inglês ou português. Os paremiógrafos como H.P. Junod (1975), A. Rita-Ferreira (1960), Padre Armando Ribeiro (1989) apostaram em diferentes possibilidades de tradução na apresentação dos provérbios por si recolhidos. O presente artigo visa reflectir sobre as possibilidades de tradução de provérbios e frases feitas a partir das propostas teóricas de R. Jackobson (1969), Venuti (1995; 2002), Berman (2007) e Schleiermacher (2007). A partir de uma visitação teórica da Semiótica de Morris (1971, 1978), o texto discute aspectos da tradução interlinguística e comparada de provérbios e idiomatismos, como estratégias literárias e funcionais dos textos. &nbsp;</p> 2021-12-30T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2021 Revista Científica da UEM: Série Letras e Ciências Sociais http://revistacientifica.uem.mz/revista/index.php/lcs/article/view/164 Editorial 2021-12-29T17:07:54+01:00 Aidate Mussagy amussagy@uem.mz Manuel Mangue mangue@uem.mz 2021-12-30T00:00:00+01:00 Direitos de Autor (c) 2021 Revista Científica da UEM: Série Letras e Ciências Sociais