Diversidade linguística e desenvolvimento nacional
questões sobre política linguística em Moçambique
DOI:
https://doi.org/10.70778/edbtkx45Palavras-chave:
diversidade linguística, estado-nação, desenvolvimento, política linguística, língua oficial, língua nacionalResumo
O artigo aborda a relação entre diversidade linguística, assim como o uso de línguas de origem colonial, e os processos de construção de estados-nação, tendo, como foco principal, o caso de Moçambique. O seu objectivo é argumentar que a relação de causalidade entre estas duas dimensões não pode ser assumida como um dado adquirido, contrariamente às convicções associadas a muitos africanistas, que têm proposto que o atraso nos vários países africanos se deve à diversidade linguística e/ou ao uso de línguas de origem colonial. Assim, o artigo propõe que a gestão da situação linguística precisa de considerar os papéis simbólicos e comunicativos que as várias línguas assumem, sem um julgamento preconceituoso prévio, potenciando-se os seus valores sentimentais e instrumentais. Com base nestes pressupostos, analisa o caso de Moçambique, propondo-se subsídios para a definição de uma política linguística para o país.
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Direitos de Autor (c) 2015 Revista Científica da Universidade Eduardo Mondlane, Série: Letras e Ciências Sociais

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