Relações de poder e experiências de violência nos serviços de parto na Cidade de Maputo
DOI:
https://doi.org/10.70778/c93xgr72Palavras-chave:
Maternidade, Parto, Poder, ViolênciaResumo
Preocupada em analisar as experiências de mulheres em relação ao parto na Cidade de Maputo, a pesquisa foi feita num contexto em que o Governo de Moçambique vem adoptando estratégias para a humanização dos serviços de saúde, e mostra como as práticas biomédicas nos serviços de parto intercetam as questões de violência, as hierarquias entre mulheres profissionais e utentes e, as diversas formas de agenciamento dos corpos femininos. Orientada pela fenomenologia, como um referencial teórico, articulada ao método etnográfico, a pesquisa providencia evidências de desencontros e lutas nas interacções entre mulheres usuárias dos serviços de maternidade e parteiras. Para além de argumentar que estas interacções tornam a maternidade como um espaço de regulação biomédica e controlo emocional das parturientes, este artigo problematiza a visão política pela qual a noção de humanização do parto foi concebida, ao mesmo tempo que lança desafios na análise e compreensão das relações de poder nos serviços de maternidade.
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