O Homo ecranis em “sangue da avó, manchando a alcatifa” de Mia Couto

Autores

  • Osvaldo das Neves Autor

DOI:

https://doi.org/10.70778/8t73qd39

Palavras-chave:

Espaço Social, Hipermodernidade, Homo Ecranis, Personagem

Resumo

Desde a Modernidade que o Ocidente se vem notabilizando com invenções e inovações nos campos da ciência e da técnica. O uso massivo da tela, por exemplo, permitiu que a humanidade aperfeiçoasse mecanismos sofisticados e universais de comunicação, e o seu impacto nas estruturas sociais tem já merecido a reflexão de filósofos da contemporaneidade. Gilles Lipovetsky (2011) propõe o conceito de hipermodernidade para descrição do actual estado da cultura global, em que o Homo sapiens se vai metamorfoseando em Homo ecranis. Esta reflexão filosófica pode ser ilustrada numa crónica literária intitulada “Sangue da Avó, manchando a alcatifa”, da autoria de Mia Couto. Tomando como base o método de análise intertextual proposto por Júlia Kristeva (1969), que admite o diálogo entre o texto literário e outros textos (método bibliográfico, portanto), a nossa comunicação tem por objectivo desenvolver uma reflexão em torno das personagens da crónica em alusão à luz do conceito lipovetskiano de hipermodernidade. Como resultados, esperamos demonstrar que o uso massivo e excessivo da tela tem reflexos no espaço social percorrido pelas personagens na crónica, para além de prenunciar a gestação dum novo modelo cultural próprio do séc. XXI.

 

Downloads

Publicado

10/29/2021

Como Citar

O Homo ecranis em “sangue da avó, manchando a alcatifa” de Mia Couto. (2021). Revista Científica Da Universidade Eduardo Mondlane, Série: Letras E Ciências Sociais, 2(2). https://doi.org/10.70778/8t73qd39