O “Rei da Rádio” e da Marrabenta:
Fany Mpfumo como mediador entre dois mundos africanos e a construção de um ícone
DOI:
https://doi.org/10.70778/xbg8pp83Palavras-chave:
Fany Mpfumo, marrabenta, música popular, política cultural moçambicanaResumo
Por meio do exame de aspectos da biografia e da carreira artística de Fany Mpfumo, acessados a partir de fontes impressas, buscarei responder no artigo às seguintes questões: quais os factores decisivos para a transformação de António Mariva em Fany Mpfumo? Quais os processos que permitiram que ele se tornasse o mais importante ícone da “música popular urbana” (SOPA, 2014) em Moçambique, reverenciado ainda hoje? Por que, apesar de ter se tornado um ícone, seu alcance e o da marrabenta pouco se reflectiram nas políticas oficiais de património cultural do país, sendo esta música considerada como um dos símbolos da identidade nacional (FILIPE, 2012)? Para enfrentá-las, recuperarei no texto aspectos da vida e obra de Fany Mpfumo à luz do seu trânsito social entre África do Sul e Moçambique e do papel da indústria fonográfica e de radiofusão na sua carreira. Do ponto de vista teórico, dialogarei com os estudos sobre cultura popular em África (TRAJANO FILHO, 2018; SOPA, 2014; CHARRY, 2012; MARTIN, 2002; BARBER, 1997; FABIAN, 1978) para compreender as dinâmicas que permitiram o surgimento da marrabenta em Lourenço Marques e o papel ocupado por Fany Mpfumo nesse movimento.
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